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Quanto glúten tem aqui?

Os mais curiosos já devem ter se perguntado: existe uma tabela, no Brasil, que mostre a quantidade de glúten que cada alimento contém? A resposta é: não. Os alimentos industrializados são avaliados em laboratório apenas para que se saiba se essa proteína está presente em sua composição.

“O parâmetro adotado no mundo inteiro considera sem glúten um produto que contenha menos do que 20 mg dessa proteína por quilo de alimento”, explica Marcelo Rogero, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e nutricionista da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN). Esse valor, estabelecido por estudos científicos, é o limite considerado seguro para o consumo de quem tem doença celíaca.

No entanto, a quantidade de glúten contida nos alimentos não costuma ser divulgada para o público leigo ou consumidor. “Isso não é relevante para um portador da doença celíaca”, explica a nutricionista Vanderli Marchiori. A sensibilidade ao glúten varia de pessoa para pessoa, mas esses limites não podem ser facilmente determinados. “Há quem tenha uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas mesmo quando exposta a grandes quantidades de glúten, e há as que passam mal ao inalar o ar de uma padaria”, diz Vanderli. Ela explica ainda que, independentemente dos sintomas, qualquer exposição ao glúten ativa o sistema imunológico de um celíaco, podendo causar danos ao seu intestino.

Portanto, a recomendação para quem recebe o diagnóstico de doença celíaca é eliminar totalmente o glúten da dieta, ou seja, cortar todos os alimentos que contenham trigo, centeio e cevada. “É importante olhar os ingredientes no rótulo e ficar atento à indicação de ‘contém glúten’, que também considera possibilidades de contaminação cruzada”, diz Rogero.

Vale lembrar que a restrição ao glúten só vale para os celíacos. “Caso contrário, não há por que eliminá-lo da dieta”, diz Vanderli.

Fonte: Glúten | Contém Informação