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Vendas do Varejo Paulista Caem 9,3%

A pesquisa ACVarejo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), aponta que, no primeiro trimestre de 2016, o volume de vendas do varejo ampliado do Estado de São Paulo caiu 9,3% sobre o mesmo período de 2015. Já o faturamento recuou 0,6%.

O levantamento é elaborado mensalmente pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, da ACSP, a partir de informações fornecidas pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

No varejo restrito, que não inclui automóveis e material de construção, as vendas caíram 9,1% nos três primeiros meses do ano. E o faturamento aumentou 1,8%.

"A crise do varejo se estende pelo País e decorre da diminuição da renda, do avanço do desemprego e da contração do crédito, deixando o consumidor mais inseguro e pessimista, sem disposição para comprar. E o Estado de São Paulo sente mais porque é mais afetado pelas reduções da atividade econômica e do emprego advindas do setor industrial", diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Ele também comenta sobre as expectativas. "O foco é a confiança: precisamos recuperá-la de qualquer maneira. Há uma perspectiva positiva em relação à nova equipe econômica. Acreditamos que, até o final do ano, de forma gradual, o comércio pare de cair e comece a sinalizar uma recuperação, que só deverá vir, de fato, no ano que vem", finaliza Burti.

Regiões e setores

Todas as regiões do Estado apresentaram resultados negativos nas vendas no primeiro trimestre frente ao mesmo período de 2015. As quedas mais acentuadas ocorreram nas seguintes regiões: Metropolitana Oeste (-15,5%), Campinas (-10,5%) e Litoral (-10%). Já os menores recuos foram registrados no Vale do Paraíba (-3,3%) e na região de Araçatuba (-3,7%).

A totalidade dos setores do varejo paulista também ficou no vermelho no primeiro trimestre, com destaques para concessionárias de veículos (-19,7%) e lojas de departamento/ eletrodomésticos/eletroeletrônicos (-19,4%). Vinculados à demanda de produtos mais essenciais, os segmentos de farmácias/perfumarias (-2,3%) e supermercados (-2,8%) apresentaram as menores contrações.

Fonte: Portal Investimentos e Notícias